Trilha dos Escravos: conheça sua história e beleza

Trilha dos Escravos: conheça sua história e beleza

A escravidão é um capítulo triste da história do nosso país, porém, os escravos deixaram contribuições inestimáveis para nossa cultura, culinária e religião. Para você ter uma ideia, os negros nos apresentaram o acarajé, vatapá, feijoada, coco, banana, pimenta malagueta, café, samba, capoeira, axé, candomblé, umbanda e inúmeras outras preciosidades. Até uma Trilha dos Escravos eles construíram!
O lugar fica no estado de Minas Gerais e é um passeio imperdível para quem é apaixonado por história e natureza. Ele tem um pouco de todas as maravilhas mineiras: trabalho artesanal, mirantes, vegetação abundante, águas cristalinas e cânions. Atrativos que vão te dar aquela vontade de ficar sempre por lá. Saiba mais sobre esse destino incrível!

Tudo sobre a Trilha dos Escravos

Essa trilha oferece uma experiência histórica e de contato com a natureza imperdível em Minas Gerais. Em uma única viagem, dá para unir paisagens deslumbrantes, banhos revigorantes e uma imersão na riqueza cultural do nosso país. Confira:

Localização

A Trilha dos Escravos fica a 90 km de Belo Horizonte na cidade de Santana do Riacho, no distrito de Serra do Cipó — região protegida e preservada, cujas altitudes variam entre 800 a 1.700 metros. Para chegar até ela de carro é só seguir em direção ao nordeste, a partir da capital, pela rodovia MG-10. O aeroporto de Confins fica a apenas 50 km do local.

História

A trilha recebeu esse nome por ter sido feita pelos escravos. O objetivo do caminho, construído artesanalmente de pedras no século 18, foi pavimentar o distrito de Serra do Cipó para os tropeiros passarem com os mantimentos e mercadorias até a cidade de Diamantina. Era uma das estradas do Ciclo do Ouro e Diamante.

Características

Ao todo, a trilha oficial tem pouco mais de 1 km preservada. A largura varia em alguns pontos, sendo que os mais amplos possuem, aproximadamente, quatro metros. A trilha tem subidas íngremes em meio à vegetação de cerrado e resquícios de mata atlântica. Ela começa no sopé da Serra e seu término acontece na Mãe d’Água, a nascente da cachoeira Véu da Noiva.

Geografia

Esse lugar fascinante fica em uma região que já foi mar, há cerca de 1,7 bilhão de anos. Por isso, há uma predominância de quartzito fruto do depósito das areias do fundo do oceano. A disposição dessas rochas faz com que o terreno seja bem desigual e com muitas subidas.

Vegetação

Como a trilha está situada em uma região divisora dos biomas Cerrado e Mata Atlântica, é possível encontrar vegetação arbustiva, como sempre-vivas, bromélias, cactos e belas orquídeas, além de espécies típicas do Cerrado, como o murici, o pau-terra, as quaresmeiras e os ipês.

Hidrografia

Esse é um dos quesitos que mais chamam a atenção da Trilha dos Escravos, pois ela fica na área que divide as águas das bacias hidrográficas dos rios São Francisco e Doce. Como resultado, há inúmeros cursos d’água, afluentes, rios e encontros dos ribeirões Gavião e Mascate.

Arqueologia

A Serra do Cipó também preserva sítios arqueológicos de comunidades primitivas. Algumas cavernas e grutas apresentam pinturas e desenhos rupestres que somam entre 2 e 8 mil anos de existência.

Infraestrutura

O distrito de Serra do Cipó é a região mais próxima à Trilha dos Escravos. O local possui mais de 50 hotéis e pousadas, áreas de camping e população de um pouco mais de 3 mil habitantes. Há sinal de telefonia móvel e fixa, energia elétrica, fornecimento de água tratada, restaurantes e outros serviços básicos de saúde e educação.

Atrativos da região da Trilha dos Escravos

A Trilha dos Escravos fica dentro de uma das mais importantes províncias turísticas mineiras, o Parque Nacional da Serra do Cipó. Nele, há um pedaço da Estrada Real, cachoeiras, piscinas naturais e práticas de atividades ao ar livre e de contato com a natureza. Seus dias na região serão agitados. Veja:

Faça hiking até a Véu da Noiva

A Trilha dos Escravos tem 1,2 km e acaba bem na nascente da cachoeira Véu da Noiva. De cima, você consegue admirar a queda d’água de 60 metros de altura e o poço que fica em propriedade privada. Durante o percurso, não há muitas árvores frondosas e pode apostar em calçados confortáveisroupas leves, chapéu, protetor solar, óculos escuros e muita água, pois esse hiking é ladeira acima.

Mergulhe no Poço Azul

O Poço Azul também fica dentro do Parque Nacional da Serra do Cipó. Ele é acessível após uma trilha de 2 km. Uma queda d’água de 6 metros de altura forma uma piscina natural com profundidades diferentes, principalmente entre os meses de dezembro a maio, época de chuvas na região.

Pratique rapel no Morro da Pedreira

O Morro da Pedreira tem 30 metros de altura. Localizado em uma área privada, o visitante tem acesso inicialmente à Pousada Grande Pedreira. Agências e receptivos locais promovem a prática de rapel pelos paredões lisos de mármore com inclinação de 90 graus — condições perfeitas para explorar as técnicas desse tipo de descida.

Visite a Estátua do Juquinha

A Serra do Cipó também é mística. O território está cheio de ótimas histórias sobre discos voadores e extraterrestes. Como parte dessa cultura popular, foi construída uma estátua de 3 metros de um antigo morador chamado Juquinha. O personagem lendário viveu toda a vida no local e recepcionava os visitantes. Alguns moradores diziam que ele era um ser sobrenatural.

Cavalgue até as cachoeiras

No Parque Nacional Serra do Cipó há passeios em cavalos nas noites mais claras. Já durante o dia, uma cavalgada tranquila leva os visitantes para cachoeiras que ficam dentro da área protegida, como a do Gavião, Farofa e Andorinha. Um banho magnífico encerra a experiência.

Vá na tirolesa do Pedrão de Cipó

Acima do Rio Cipó há uma ponte fixada sobre um paredão. De cima, dá para ver o poço do rio que fica 40 metros abaixo. E a vista fica ainda mais radical de cima da tirolesa, cujos visitantes despencam em alta velocidade e aterrissam direto no poço do Rio Cipó.

A Trilha dos Escravos é imperdível para quem ama esportes de aventura e contato direto com a natureza. Tudo isso cercado de área preservada e infraestrutura para recepcionar bem os visitantes. Vale a pena incluir no seu mapa de destinos!

Agora, aproveite para conhecer também a Trilha do Pico dos Marins na Serra da Mantiqueira em São Paulo.

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1 comentário

  1. Bestcustomessay

    A Fazenda Bellatrix, onde a cachoeira está localizada, foi adquirida em 2016 e transformada em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) para a prática do turismo sustentável. Além do uso controlado do atrativo natural, é possível a prática de atividades radicais e de aventura como o rapel.

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