Escalar montanhas: dicas e curiosidades.

Mais que um esporte, um estilo de vida. A escalada esportiva atrai pessoas que gostam de desafios, amam superar obstáculos e tem alma de explorador. 

A escalada surgiu no século XVIII nos Alpes, quando montanhistas ansiavam por caminhos mais difíceis para conquistar as montanhas. Com isso desenvolveram técnicas que auxiliassem na conquista das paredes Alpinas. Atualmente, o esporte é praticado em diversas partes do mundo e possui uma variedade de modalidades. A atividade tem como objetivo atingir um dos cumes de uma montanha, e para isso os atletas utilizam equipamentos especiais que auxiliam na finalização do desafio.

No Brasil, o primeiro local onde houveram registros do fortalecimento do esporte foi com a escalada da Pedra da Gávea, no século XIX. Desde então, outras conquistas se destacaram, tais como a escalada das Agulhas Negras, em Itatiaia, feita por José Franklin da Silva, que na época foi considerada a maior altitude já alcançada no Brasil: 2.787 metros. Hoje em dia o esporte possui grande reconhecimento, e foi considerado o terceiro melhor esporte para se praticar, segundo a revista Forbes.

É importante saber que a escalada é um esporte considerado radical, que estimula aqueles que buscam desafios, querem superar limites do corpo e não têm medo de obstáculos. Coragem, disposição e equipamentos específicos são pontos que também podem ser listados para a prática. A atividade exige um condicionamento físico elevado, sendo uma combinação de ginástica e agilidade cerebral.

Em um esporte como esse, a escolha dos materiais que serão utilizados é de extrema importância. Por isso é fundamental realizar um mapeamento do que será realizado com antecedência. A época do ano e as condições climáticas também interferem na escolha dos equipamentos, por isso verificar a previsão do tempo é fundamental.

A prática desta atividade traz diversos benefícios, como por exemplo o aumento da resistência muscular, melhora na flexibilidade, coordenação motora entre outras coisas. Além disso, por conta de ser um esporte radical e de alto risco, a escalada também auxilia em aspectos psicológicos como medo e concentração.

 

Modalidades:

  • Boulder: Nesta modalidade, não é necessária a utilização de equipamentos como cordas, cadeirinha, mosquetões, costuras, freios, proteções e etc. Nela, as únicas coisas necessárias são: uma sapatilha, uma bolsa de magnésio e um crash pad (colchão que será utilizado para amortecer as quedas). O ponto de maior relevância é o nível de dificuldade e não a altura, já que é uma escalada de menor dimensão do que a escalada em via, sendo de no máximo cinco metros de altura;

Boulder

  • Escalada tradicional: Neste caso, não existem proteções fixas que já estão instaladas na rocha, como acontece na escalada esportiva. Os equipamentos de proteção são móveis, e é muito importante que a instalação seja feita de maneira sólida nas fissuras e imperfeições da rocha e, retiradas ao final da atividade. Com muita dificuldade técnica, a modalidade consiste em vias mais longas, que em sua maioria necessitam horas ou dias para serem completadas;
  • Big Wall: É classificada pelo tempo que o atleta irá demorar para ascender a via. Apesar de serem em sua maioria grandes, para ser considerada “Big Wall”, a atividade terá que ter pelo menos dois dias de duração. Por isso é necessário realizar um acampamento temporário para o escalador passar a noite, contendo uma carga extra de equipamentos como comida e água;

Big Wall – Foto por @edsonvandeira – Escalador: @eliseufrechou

  • Alpinismo: É considerado uma das mais difíceis das modalidades de escalada. Para praticá-la é necessário a dominação de técnicas de escalada em rocha, neve e gelo. Além disso, é de extrema importância conhecimentos de sobrevivência, como cozinhar e primeiros socorros . Só é considerado alpinismo após atingir uma altura acima de 2.500 metros;
  • Via ferrata: É caracterizada pela rota que possui um sistema de segurança permanentemente instalado. É bastante praticada por quem está iniciando no esporte, já que a pessoa está presa o tempo todo em um cabo de aço por meio do duplo-mosquetão. Na medida em que o escalador progride na via, os mosquetões são conectados as proteções fixas, garantindo a segurança;

Via ferrata

  • Escalada indoor:  Esta modalidade de escalada é caracterizada por ser praticada em ambientes fechados, com paredes que imitam as superfícies rochosas das montanhas. O grau de dificuldade varia de acordo com o nível de experiência do praticante. Para os iniciantes, por exemplo, as agarras são maiores e mais próximas. Conforme as agarras se distanciam e ficam menores o grau de dificuldade aumenta.

Sistema de graduação

Existem 3 partes definidas para a descrição de uma via:

A primeira é o grau geral: é o grau presente na maior parte da escalada, sendo caracterizado pelo tamanho da via e a distância entre os grampos.

A segunda parte, também chamada de ‘sup’ (abreviação de superior): é o que define qual será o lance mais difícil da via. Até o sexto grau de dificuldade o ‘sup’ é utilizado para demarcar que este lance possui uma dificuldade superior, mas ainda menor que o grau seguinte. E então, do sétimo grau para cima são utilizadas letras minúsculas (ex.: ‘a’, ‘b’ e ‘c’).

A terceira parte: é caracterizada pela dificuldade a partir da existência (ou não) de passagens artificiais pela via. Além disso leva em consideração outros aspectos como: os tipos de rocha, inclinação da parede, proteções e as chances de queda. Sua variação é de A-0 a A-5.

 

Meio Ambiente e Ética

Sendo um esporte que impacta diretamente o meio ambiente, a Federação Internacional de Escalada e Montanhismo (UIAA) criou diretrizes para que a prática do esporte seja mais sustentável,

A UIAA elaborou um documento chamado “Manifesto dos Escaladores onde apresentam boas práticas para que a atividade seja exercida com consciência. São elas:

  • Praticar o desporto sabendo da necessidade de proteger o entorno da montanha;
  • Não deixar rastro;
  • Sempre trazer de volta o que carregar consigo;
  • Respeitar a cultura e estilo de vida dos residentes e comunidades das montanhas que visitar;
  • Atuar com responsabilidade e de acordo com a cultura e as leis do lugar visitado;
  • Escalar de forma limpa;
  • Oferecer ajuda aos outros, incluindo em situações que implique não alcançar um cume ou metas pessoais;
  • Usar equipamentos de escalada e montanhismo certificados;
  • Respeitar outros montanhistas e compartilhar conhecimentos.

Fontes: https://blogdescalada.com/escalada-e-eleita-pela-forbes-como-a-3a-pratica-desportiva-mais-saudavel/https://blogdescalada.com/declaracao-do-tirol-manifesto-dos-escaladores/ ; https://companhiadaescalada.com.br/secao-tecnica/artigo-dicas-tecnicas-escalada/graduacao-de-vias/

Dicas básicas para hidratação

O corpo humano adulto é composto de 60% de água, e até exercícios leves podem esgotar este percentual, fazendo com que você se sinta mal, além de interferir diretamente em seu desempenho atlético. Então, se você for escalar, caminhar, esquiar, correr, andar de bicicleta ou mesmo passear pela cidade, é importante se hidratar apropriadamente. Para ensinar como fazer isso, este artigo irá tratar de:

  • Quanto beber
  • Dicas para se manter hidratado
  • Como evitar hidratação inadequada

Quanto beber

O quanto você precisa beber depende de inúmeros fatores, como a atividade que você está fazendo, a intensidade, duração, clima, sua idade, quanto sua e seu tipo corporal. Uma boa recomendação para quem pratica atividades físicas é beber meio litro de água por hora quando estiver em exercício de nível moderado em uma temperatura amena.

A quantidade de água ingerida deve aumentar quando a temperatura e a intensidade de sua atividade aumentarem também. Por exemplo, caminhadas intensas e exaustivas em altas temperaturas exigem que sejam ingeridos 1 litro de água, ou mais, por hora. Conforme se adquire experiência, o ajuste de quanta água deve ser ingerida acontece de maneira natural.

Dicas básicas para hidratação

Tenha água disponível: a atividade que você está fazendo determinará exatamente onde você manterá sua água, mas é importante mantê-la sempre a mão. Para caminhadas, mochilões e mountain bike, o reservatório de água é uma excelente opção. Se você prefere uma garrafa, deixe-a acessível, como no bolso lateral da mochila. Para corridas, considere uma garrafa portátil, cantis ou pochetes.

Beba água com frequência: em vez de beber água com um grande espaço de tempo entre as goladas, tome muitos goles menores para se hidratar continuamente.

Substitua os eletrólitos: quando você sua, você perde eletrólitos, e se você perder muitos, sua performance irá diminuir. Se sua atividade durar de uma hora a menos, isso não será um problema, mas quando a atividade durar mais, é imprescindível compensar esta perda. Foque em repor principalmente sódio e potássio, o cálcio e o magnésio também são importantes. O mais fácil de repor os eletrólitos é através de bebidas como o Gatorade, um conhecido isotônico. Você pode compra-los já prontos ou em comprimidos para misturar na água antes de sair ou pode levar junto enquanto realiza sua atividade. Siga sempre as instruções de consumo na embalagem.

Beba mais em altas altitudes: Fazer qualquer atividade em altas altitudes pode levar a desidratação. Você está menos propenso a sentir sede e procurar por água em locais mais altos, por isso é importante beber água frequentemente.

Beba ainda que em baixas temperaturas: Você pode não sentir vontade de tomar um gole de água no inverno, mas é importante manter-se hidratado tanto em climas frios como em climas quentes. Levar uma bebida quente pode ser um bom modo de se manter hidratado.

Pré-hidratação: é comum praticar a pré-hidratação antes de começar a se exercitar. A recomendação é beber cerca de 500ml de água 2h antes de começar a atividade física.

Reidrate: Beber depois dos exercícios faz seus fluidos voltarem ao normal, além de ajudar em sua recuperação. A reidratação pode ser algo simples, como beber água quando chegar em casa ou, se você quiser algo mais preciso, beber cerca de 500ml a 700ml de água para cada meio quilo que você perdeu enquanto se exercitou.

Tenha em mente que às vezes você precisará se reidratar antes de se pré-hidratar. Por exemplo, se você não ingeriu água por um longo período, mesmo depois de uma longa noite de sono, você precisará se reidratar e depois pré-hidratar para sua atividade física.

Planeje sua rota: 1 litro de água pesa, aproximadamente, 1 kg, então, se você quer evitar carregar peso extra em sua corrida ou na bicicleta, planeje uma rota que irá leva-lo a algum bebedor ou fonte onde você possa beber água e encher sua garrafa. Outra opção é usar seu carro como uma estação. Neste caso, planeje uma rota em loop que o faça retornar naturalmente ao carro para trocar a garrafa de água ou mesmo comer alguma coisa.

Em montanhas, carregue água o suficiente para completar a sua atividade ao ar livre, ou leve um filtro e tome conhecimento sobre a localização de um lago ou fonte de água para que reponha a água de sua garrafa.

Utilize protetor solar: Utilizar estes protetores pode evitar desidratação, então o passe na pele ou ainda use roupas com proteção contra os raios UV.

Utilize um alarme: Se você costuma esquecer a última vez que tomou água, ajuste o alarme para apitar a cada 20 minutos a fim de lembra-lo.

Os riscos da hidratação imprópria

Desidratação

A desidratação acontece quando você perde os fluidos corporais, normalmente através do excesso de suor. Quando você começa a sentir sede, significa que a desidratação já começou. Se você não sana esta sede através de água, seu corpo continuará emitindo sinais de que seus fluidos estão baixando.

Os primeiros sinais de desidratação:

  • Sede
  • Boca seca
  • Diminuição da energia

Sinais mais sérios de desidratação:

  • Câimbras
  • Dor de cabeça
  • Náusea
  • Urina escura com menos volume (Lembre que vitaminas como a B12 podem fazer com que a urina seja uma amarelo brilhante, o que não significa desidratação)
  • Diminuição de sua performance

O remédio para a desidratação é simples: beba água. É melhor tomar poucos goles frequentemente do que grande quantidade de água sem uma frequência. Adicionar bebidas energéticas próprias para a prática de esporte pode auxiliar na reposição de carboidratos e eletrólitos.

Verifique a ingestão de água se pesando antes e depois do exercício: o peso deve ser praticamente o mesmo. Se você perdeu muito peso, provavelmente, não ingeriu água o suficiente. Para cada 500gr perdido beba de 500ml a 700ml de água e tome mais líquidos na próxima vez. Dito isso, será muito difícil manter seu peso corporal durante a atividade física, especialmente em um dia quente.

Super-hidratação

O outro lado da hidratação é a super-hidratação ou hiponatremia. Tal condição é rara e atinge atletas de resistência, como corredores de maratona, triatletas e outros.

Na hiponatremia, os níveis de sódio tornam-se tão diluídos no sangue que as funções celulares viram impares. Em casos muito extremos, a hiponatremia pode levar a um coma ou até mesmo à morte.

Os sintomas de hiponatremia são similares ao da desidratação: fatiga, dor de cabeça e náusea, o que faz com que muitos atletas erroneamente ingiram mais água e aumentem tais sintomas.

Como prevenir a super-hidratação: a chave para a prevenção é monitorar quanta água você bebe.

  • Não beba demais: Beba cerca de 290ml de água a cada 20 minutos e tente não beber mais do que sua. Ganhar peso enquanto se exercita é um sinal de que está bebendo muita água.
  • Adicione sal: mantenha os níveis de sal balanceados através de isotônicos com eletrólitos ao invés de beber água e/ ou comer um lanche. Você pode ainda levar um comprimido de sal.

Como escolher a sua mochila de trekking?

A mochila de trekking nada mais é que a sua melhor companheira de viagem, por isso, às vezes, escolhe-la pode ser um tanto complicado, mas vamos lá!

A primeira coisa que você deve ter em mente antes de adquirir um modelo ou outro é em quais atividades outdoor você pretende usá-la, pois sabemos que existe uma infinidade de modelos, tipos e tamanhos no mercado nacional e internacional, cada uma com uma finalidade.

mochila de trekking

Capacidade da mochila

Isso tende variar de acordo com a quantidade de dias que você ficará longe de casa. Quanto mais forem os dias, maior terá que ser o tamanho.

Lembrete: quanto maior for à mochila de trekking, mais pesada ela poderá ficar. Lembre-se ainda que você terá que levar tudo isso nas costas por vários quilômetros.

Existe uma relação de peso corporal usada pela maioria das pessoas que fala que a mulher pode carregar até 20% do seu peso, já para os homens essa porcentagem é maior, chegando a 30% em relação ao seu peso.

Tipos de mochilas

Todas as mochilas existentes no mundo descrevem sua capacidade de carga na unidade de medida expressa em litros, isso não quer dizer que, por exemplo, a mochila descreve 60 litros e você poderá carregar 60 quilogramas.

Mochilas para 1 dia: As mochilas para atividades de 1 dia são conhecidas no mundo outdoor como Day Packs ou Mochilas de Ataque, isto é, devem ser usadas em caminhadas de curta duração. As mochilas de ataque tem capacidade entre 10 a 30 litros.

 

Mochilas para 2 a 4 dias/noites: São mochilas conhecidas como semicargueiras. Estas têm capacidade entre 30 a 55 litros. São usadas em atividades de trekking, escalada e até mesmo para outras atividades de caminhada, como por exemplo, o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha.

 

Mochilas para 4 a 6 dias/noites: São conhecidas como mochilas cargueiras, têm a sua capacidade entre 60 a 80 litros. Estas são usadas em grandes travessias de trekking e atividades de alta montanha.

 

Mochilas para mais de 8 dias/noites: São conhecidas como grandes cargueiras, têm sua capacidade entre 88 a 100 litros. Estas são geralmente usadas para atividades específicas, como aventuras e expedições em grandes montanhas dos Andes e Nepal, como Aconcágua e Everest.

 

Você sabia que existem modelos específicos para homens e mulheres?

 

Um fator a ser levado em consideração na escolha da mochila de trekking é o sexo do praticante da atividade. Isso porque mochilas femininas têm algumas sutis modificações, mas que fazem uma diferença tremenda, já que são preparadas para a anatomia da mulher.

Algumas dessas modificações são:

  • Alças mais finas para não incomodar.
  • Fita peitoral acima da altura do peito (ou regulável) para não machucar os seios.
  • Barrigueira mais acolchoada e mais maleável.

 

 

Funcionalidades das mochilas

Hoje em dia, com a evolução da ciência, temos inúmeras tecnologias no cenário mundial que fazem com que o usuário tenha uma ótima experiência ao usar mochilas de qualidade. Abaixo você encontrará essas tecnologias empregadas em mochilas vendidas aqui na loja Pé na Trilha.

Mochilas com ou sem armações

 

Armação interna > Esse tipo de mochila de trekking é muito usada hoje em dia por pessoas que buscam melhor estabilização da carga. Essas mochilas são construídas com armações internas de alumínio ou aço-mola, desta maneira garantem que a mesma mantenha sua forma, ainda que não tenha nada em seu interior, e quando carregadas agem diretamente no equilíbrio entre os usuários e a sua carga.

 

Armação externa > Esse tipo de mochila é construída com uma armação de alumínio na parte externa da mochila, é usada para carregar cargas pesadas e irregulares. Outro dado interessante sobre essas mochilas, é que é possível acomodar objetos na parte sua parte externa, como um caiaque inflável para levar até o lago. As mochilas com armações externas possibilitam maior organização dos equipamentos, tanto na parte de dentro como na parte de fora da mochila de trekking.

 

Sem armação > Essas mochilas são mais usadas por apaixonados pelas mochilas ultraleves, pois não possui estrutura nenhuma. Para pessoas que buscam máximo conforto, não é recomendado mochilas desse tipo.

 

 

 

 

Ventilação

 

Costado telado > Esse tipo de costado tem como principal função produzir melhor a ventilação das costas por grandes períodos de tempo.

São mais usuais em mochilas de pequena litragem, como de ataque e semicargueiras, em mochilas cargueiras o costado telado é um pouco mais difícil de ser encontrado.

Um dos modelos que conta com essa tecnologia são as mochilas Osprey entre 50 a 70 litros, que usam essa tecnologia denominada pela própria Osprey como sistema Anti-Gravity.

 

Costado com dutos > Esse tipo de costado é o mais comum, encontrado em diversos modelos de mochila, e é formado por alguns dutos que facilitam a ventilação nas costas do usuário. Alguns exemplos de mochilas com esse tipo de ventilação são os modelos da marca alemã Deuter, que denomina a tecnologia como Aircontact.

 

 

Aberturas

 

Abertura superior > Esse tipo de abertura é mais usual no mundo outdoor, todas as mochilas têm. Estão situadas na parte superior da mochila, o acesso se dá a toda a parte interior da mochila.

Abertura central > Esse tipo de abertura não é muito usual nas mochilas, muito usadas por pessoas que fazem mochilões pelo mundo. A abertura se localiza na parte frontal da mochila e em alguns modelos essa abertura pode ser quase que total ou em formato em “U”. Esse tipo de acesso é muito bom para quem gosta de organizar melhor a carga, pois o usuário tem total visão de dentro da mochila.

 

 

Abertura inferior > O compartimento inferior é encontrado em mochilas de capacidades entre 30 a 100 litros, essa abertura é muito usada para guardar itens pesados como: roupas, barraca e saco de dormir.

Em alguns modelos de mochilas é possível encontrar essas 3 aberturas, isso garante maior praticidade na hora de organizar a mochila para viajar e maior acesso aos itens.

 

Bolsos e compartimentos

 

Bolsos laterais elásticos > Estes bolsos tem a função de armazenar garrafas de água, varetas de barracas ou qualquer outro objeto grande que precise estar de fácil alcance durante as caminhadas, como bastões de caminhada, por exemplo.

 

 

Bolsos na barrigueira > São comuns na maioria das mochilas, local ideal para colocar pequenos objetos, tais como: fones de ouvido, dinheiro ou pequenos alimentos como: barra de proteínas, barra de cereais e outros.

 

 

Bolso telado frontal > Em algumas mochilas existem esse tipo de bolso. Este é grande e sua principal função é colocar o anoraque (jaqueta impermeável), luvas, gorro e outros objetos.

 

Compartimento para água > Quase todas as mochilas cargueiras têm um lugar específico para armazenar o reservatório de água (sacola de hidratação de 1,5 a 3 litros de água), este compartimento pode ser encontrado atrás do costado ou dentro da mochila, geralmente está demarcado com a sigla H2O.

Extras de cada mochila

Capuz > A grande maioria das mochilas contém capuz e este é um item indispensável em mochilas cargueiras. Nele você pode guardar objetos essenciais como carteira com documentos, kit de primeiros socorros, baterias extras e outros objetos de tamanho médio que precisam estar fáceis de acessar durante a trilha.

Alguns capuzes de mochilas têm tecnologia avançada que permitem que você remova o capuz e transforme ele em uma pequena mochila de ataque de 10, 15 ou 20 litros, dependendo do tamanho do capuz.

Pontos de anexo > Os pontos de anexo são locais específicos para acomodar equipamentos de trekking, escalada ou de camping. Estes são localizados na parte externa da mochila, podendo ser bastões de caminhada, piolet (piqueta de escalada em gelo), crampons, capacete e isolantes térmicos.

 

 

Capa de Chuva > Algumas mochilas possuem um compartimento específico para armazenar a capa de chuva. Geralmente, encontra-se em algum dos bolsos do capuz ou na parte externa próximo da abertura inferior. No local onde se encontra a capa de chuva, sempre estará escrito a palavra Rain Cover ou uma pequena gota de água estampada.

 

Fitas de compressão > Localizam-se nas laterais das mochilas. Tais fitas têm como principal função estabilizar a carga dentro da mochila para não chacoalhar durante a caminhada.

 

Ajustes da mochila de trekking

Quando estiver na loja verificando os modelos de mochila que pretende adquirir, tenha atenção a alguns detalhes importantes.

Algumas mochilas têm ajustes de alças e barrigueira específicos. Sempre que for provar qualquer mochila de trekking, coloque pesos dentro, dessa maneira você realmente sentirá se a mochila é confortável em suas costas ou não.

 

Localização dos ajustes de uma mochila de trekking

Os ajustes de alças, normalmente, estão localizados em dois pontos específicos, o primeiro deles está na parte superior dos ombros, este tem a função de aproximar o seu corpo da mochila. O segundo ajuste se encontra na parte de baixo das alças, este tem como principal função distribuir melhor a carga da mochila para o quadril.

OBS. – Se puxar os ajustes das alças da parte de baixo, todo o peso será transferido para os seus ombros. Se deixar o ajuste totalmente solto, a mochila de trekking ficará muito instável durante a trilha. O ideal é que o ajuste das alças seja um meio termo, isto é, tem que ficar confortável sem que todo o peso fique em seus ombros.

Os ajustes da barrigueira estão localizados na parte frontal. A barrigueira possui uma fita e uma presilha em cada lado, ao uni-las elas darão o conforto necessário para carregar seus equipamentos de maneira segura, sem que force a sua coluna.

Em algumas barrigueiras o aperto se dá através de fivelas com sistema de roldanas, isto é, você não precisa usar muita força para ajustar e na hora de soltar é bem mais fácil e rápido.

Outro ajuste que é muito importante dar atenção, são as fitas estabilizadoras laterais da barrigueira, pois estas tendem a aproximar a mochila de suas costas, mantendo centro de gravidade baixo. Dessa maneira, a mochila ficará mais estável no seu corpo, facilitando que você ande em locais acidentados sem perder o equilíbrio.

Lembre-se de verificar se a mochila que você escolheu tem também fita peitoral. Essa fita aumenta o conforto do usuário durante longos percursos de trilhas, interessante verificar também se as fitas do peitoral são ajustáveis, isto é, se elas possuem regulagens de altura. Dependendo de quem for usar a mochila, se a fita não for regulável pode prejudicar a experiência do usuário.

No vídeo abaixo, aprenda como fazer a regulagem da mochila.

 

 

Agora que você já conhece alguns dos tipos de mochilas, suas tecnologias, funcionalidades e ajustes é hora de você vir nos fazer uma visita! Estamos ansiosos para lhe conhecer e apresentar os nossos diversos modelos de mochilas.

Como a atividade física te ajuda a melhorar a produtividade

Como a atividade física te ajuda a melhorar a produtividade

Que os exercícios físicos melhoram a saúde e promovem o bem-estar mental todo mundo já sabe, certo? Porém, você sabia que eles ajudam também a melhorar a produtividade? Isso mesmo! Colocar o corpo para se movimentar reflete no ambiente de trabalho e, consequentemente, no bolso. Dá para acreditar?

A afirmação é de especialistas das áreas de educação física e recursos humanos, que cada dia mais recorrem às técnicas esportivas para fazer com que as equipes rendam mais. Para você ter uma ideia, a Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, fez uma pesquisa e concluiu que o nosso cérebro se inspira na linguagem corporal para interpretar o que sentimos.

Na prática, isso significa que precisamos de substâncias benéficas circulando em nosso organismo para que a nossa mente trabalhe melhor. Uma dessas substâncias é a testosterona, o hormônio da confiança. Naturalmente, os homens têm mais desse hormônio do que as mulheres. No entanto, o que conta é o aumento da substância e não a quantidade.E nada como um bom exercício físico para mandar a mensagem correta para o nosso cérebro.

 As vantagens das atividades físicas são inúmeras e agradam a todos do ambiente profissional, pois tanto patrões quanto empregados recebem benefícios diretos dessa iniciativa.

Quer saber mais sobre o assunto? Continue a leitura e confira!

Continue lendo…